Vida de plástico PIN

Com uma visão global orientada para o futuro, a Braskem, maior produtora de resinas plásticas das Américas e líder mundial na produção de biopolímeros, está na dianteira quando o assunto é economia circular. A premissa da empresa é que as inovações em plásticos são essenciais para permitir que a sociedade eleve os padrões de qualidade de vida e melhore a sustentabilidade por meio de produtos que evitem o desperdício e aumentem a eficiência.

A Braskem levou esse pensamento para seu departamento de pesquisa. E vem colhendo frutos. A produção de polietileno I’m greenT bio-based da Braskem, plástico de origem renovável, feito a partir da cana-de-açúcar, foi reconhecida pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Brasil do Pacto Global, em maio, como um dos casos mais transformadores em desenvolvimento sustentável no Brasil, na categoria Indústria & Energia.

A produção de plástico de origem renovável da Braskem completa uma década neste ano e é resultado de anos de dedicação da empresa à pesquisa e ao desenvolvimento de produtos sustentáveis. Produzido em escala industrial a partir da inauguração da unidade fabril de eteno verde na cidade de Triunfo (RS), em 2010, a iniciativa conferiu à companhia liderança mundial no mercado de biopolímeros, com capacidade para fabricar anualmente 200 mil toneladas do material.

O avanço das pesquisas e o desenvolvimento de produtos sustentáveis, como o polietileno verde, EVA verde e etileno glicol verde, integram práticas de sustentabilidade, um conceito que faz parte do DNA da Braskem desde a sua fundação, em 2002. No caso do polietileno I’m greenT bio-based, um dos principais diferenciais é a contribuição para a redução de emissão dos gases do efeito estufa, ao capturar mais de 3 toneladas de CO2 para cada tonelada produzida. O material mantém, ainda, as mesmas propriedades, desempenho e versatilidade do plástico convencional, de origem fóssil, podendo ser inserido nas mesmas cadeias de produção e reciclagem existentes.

Graças às parcerias que a Braskem tem firmado ao longo dos últimos 10 anos com clientes da cadeia do plástico e brand owners para estimular o uso de um plástico ainda mais sustentável e que minimiza impactos ambientais, hoje o polietileno I’m greenT bio-based já está presente em mais de 150 marcas no mundo, incluindo embalagens e produtos para os mais diversos segmentos, como alimentos e bebidas, de higiene pessoal e de bens duráveis.

“É fundamental que todos, setores público e privado e a sociedade em geral, revejam suas formas de atuar, produzir e consumir. O mundo tem questões urgentes que colocam em risco a existência humana, como o aquecimento global e o uso desenfreado de recursos naturais. A partir do nosso propósito de melhorar a vida das pessoas, nós buscamos constantemente inovar e conscientizar toda a nossa cadeia de valor para estas questões. Acreditamos no potencial da economia circular para o avanço da sustentabilidade, e o plástico de origem renovável é uma das nossas entregas nesse sentido. A iniciativa da ONU é um importante reconhecimento da jornada que estamos construindo, que reforça que estamos no caminho certo e amplia a mensagem de que o plástico pode contribuir muito para o desenvolvimento sustentável do planeta”, afirma Mateus Schreiner Garcez Lopes, responsável por Inovação em Tecnologias Renováveis, que apresentou o estudo de caso “Polímeros Verdes: tecnologia para promoção do desenvolvimento sustentável” durante o evento da CEPAL em 26 de maio.

Os investimentos direcionados pela Braskem para a área de reciclagem também foram destaque no evento. Recentemente a empresa ampliou o portfólio I’m greenT, que passou a reunir toda a linha de produtos de economia circular da companhia, como as resinas renováveis e as soluções produzidas a partir de plástico reciclado e as aplicações que utilizam ambas soluções (reciclado e renovável). No campo da reciclagem química, um dos maiores desafios da indústria do plástico, a Braskem também segue realizando estudos com apoio de universidades e centros de pesquisa para desenvolver tecnologias que ampliem as alternativas atuais da reciclagem mecânica, transformando resíduos plásticos, como sacola de mercado e filmes de embalagens, em matéria-prima novamente.

“Verde, inclusiva e íntegra. Esse é o modelo de retomada que o Brasil precisa para que o novo normal enseje um país sustentável. Nossa natureza nos traz uma vantagem comparativa inigualável, biodiversidade, matriz energética, entre outros. O Big Push para a Sustentabilidade mostra o potencial criativo de empresas e organizações brasileiras que nos colocam na liderança dessa agenda”, reforça Carlo Pereira, diretor executivo do Pacto Global no Brasil.

Os estudos de caso apresentados pela Braskem e por empresas de outros setores no evento da CEPAL e Rede Brasil do Pacto Global fazem parte de um repositório on-line com mais de 60 iniciativas para o desenvolvimento sustentável no Brasil. Trata-se de um conjunto de iniciativas que alavancam investimentos nacionais e estrangeiros para gerar um grande impulso (Big Push) de crescimento econômico, geração de emprego e renda, redução de desigualdades e lacunas estruturais e promoção da sustentabilidade ambiental.

Segundo Carlos Mussi, diretor do escritório da CEPAL no Brasil, os modelos reunidos no Repositório de casos sobre o Big Push para a Sustentabilidade no Brasil são exemplos claros de investimentos que são capazes de entregar resultados sociais, econômicos e ambientais, em linha com uma estratégia de recuperação sustentável para o país.

A visão da empresa

Um passo importante nesse processo foi o reconhecimento do papel crucial que os plásticos podem ter na construção de um futuro mais sustentável.

A empresa decidiu investir no produto plástico, em vez de procurar outra solução com as mesmas funcionalidades. A decisão foi motivada pela crença de que, por seu baixo custo e durabilidade, o material mantinha potencial para ajudar na redução de emissões de gases de efeito estufa e o uso mais eficiente de recursos naturais, como energia e água. Na visão da companhia, o plástico também assegura a produtividade agrícola, a segurança alimentar e a higiene hospitalar, além de ser utilizado em diversos setores para aplicações cotidianas. Para viabilizar esse projeto, o foco é inovação.

O desenvolvimento do polietileno de origem renovável foi anunciado em 2007. “Com apoio de um dos nossos clientes (Toyota Tsusho), investimos nos equipamentos necessários ao desenvolvimento desse produto. Em 2010, partimos para a criação da nossa primeira fábrica, que nos permitiu colocar essa resina no mercado”, lembra Jorge Souto, diretor de Sustentabilidade da Braskem.

Ele conta que a decisão sobre esse investimento se baseou na competitividade brasileira na produção de etanol oriundo da cana-de-açúcar e na capacidade tecnológica das equipes da Braskem. Com o projeto, a Braskem foi alçada à posição de líder mundial na produção de biopolímeros. “Foi uma demonstração clara de que a Braskem estava concretamente determinada a contribuir para o desenvolvimento sustentável. Essa estratégia nos trouxe uma exposição internacional”, diz Souto.

Recentemente, a Braskem foi reconhecida como uma das 50 empresas mais inovadoras do mundo pela revista Fast Company (especializada em inovação) e entre as dez mais inovadoras do mundo com impacto social. Contudo, ainda há um longo caminho pelo frente.

Desafios

A Braskem reconhece que a gestão adequada na disposição de resíduos plásticos pós-consumo é uma preocupação global crescente. Para que a sociedade potencialize os benefícios que os plásticos proporcionam, é essencial recuperá-los adequadamente. A contaminação de ecossistemas marinhos é um problema para o qual a empresa e o mundo ainda não têm solução.

Além de investir em inovação, a empresa defende o uso responsável do material que produz. Na visão da Braskem, os plásticos devem ser usados com responsabilidade, reutilizados, reciclados ou recuperados. E que o material seja adequadamente descartado.

Para isso, todos os setores da sociedade e cada cidadão devem atuar juntos na evolução do consumo consciente e na gestão do ciclo de vida do plástico, incluindo o correto descarte e a reciclagem. Esta é uma questão complexa, que traz desafios sociais e econômicos. É um tema que nenhuma entidade, indústria ou governo pode resolver sozinho. É preciso continuar avançando, juntos! •

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